Minha estranha inspiração

 

 

 

 

Um escritor não pode querer uma situação melhor para escrever do que repousar em sua casa de campo. Algumas casas têm vista para um tranqüilo lago, outras estão próximas da floresta, onde o som dos pássaros pode trazer a calma e a inspiração para sua próxima obra.
O importante é termos o nosso espaço para escrever. Para que nosso talento seja despejado sobre as folhas de papel e, em seguida, seja o deleite de seus leitores.
Meu refúgio não é tão excepcional. Nada de lago, nada de floresta. Mas confesso que meu refúgio fica em uma casinha de madeira no interior, ao lado de um pequeno parquinho onde as crianças se divertem. Nada de pássaros, nada de barulho da chuva caindo ou do trânsito de uma grande cidade. O que gosto mesmo é do som das crianças. Seus risos, seus gritos, sua conversa muitas vezes incompreensível é o que me inspira a escrever. É esse o som que me traz calma e paz.
Elas brincam boa parte do dia e já tive o prazer de desfrutar de seus sons durante a noite também. Quando o texto não vem, quando a idéia não quer cair em letras sobre o papel, eu fecho os meus olhos e ouço as crianças. Elas brincam, elas dão risadas, elas se divertem. Eu abro um sorriso, sinto-me bem. Sinto como se eu fosse criança novamente. A paz invade minha alma e volto a escrever.
Só existe uma coisa nisso tudo que me preocupa. Um único detalhe que às vezes me assusta, mas tento não pensar nele. Todas as vezes que vou até a janela, mesmo ainda ouvindo o som delas brincando, eu não vejo nenhuma criança no parquinho.

 

£!



Escrito por £éo às 19h21
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